sábado, 30 de outubro de 2010

Dica - The Chef, Almoço no Boliche Del Rey.

O Boliche Del Rey oferece o mais variado cardápio entre os boliches do país, com cerca de 170 opções de pratos e bebidas. Além do serviço a la carte, nosso restaurante disponibiliza self-service executivo, funcionando diariamente, inclusive finais de semana e feriados. São aproximadamente 90 opções diárias entre frios, frutas, molhos, massas, saladas, carnes, bolinhos, pratos vegetarianos.

O grande diferencial deste almoço é o serviço de salada personalizada, em que você escolhe os ingredientes e tempera com as diversas opções de molhos da casa. Tudo fica ao seu gosto! São inúmeras opções de vegetais, molhos, condimentos, sementes e temperos, que tornam a salada do Boliche Del Rey uma delícia única. 

Além disso, temos mesa de frutas, sempre fresquinhas, muitas opções de massas, saladas pré-montadas, pratos vegetarianos, salmão grelhado, bobó de camarão, carnes exóticas e muito mais.
Após o almoço, oferecemos de cortesia cafezinho ou cappuccino, com petit-fours. Disponibilizamos também internet wireless em todo o estabelecimento e aceitamos parcerias e convênios com empresas.
Venha provar do mais diversificado e saboroso almoço executivo de Belo Horizonte!
O Boliche Del Rey fica na Av. Presidente Carlos Luz - 3001, Loja 2000 - Belo Horizonte / MG. Cep: 31250-010 - Tel: (31) 3415-7535 - Fax: (31) 3415-7382



Site: www.bolichedelrey.com.br

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Matéria - The Chef, Castanha Baru.

Fruto que só dá uma vez por ano e "quando quer", o rico e nutritivo baru é uma das joias do Cerrado.

O baru é uma das joias do Cerrado brasileiro, que ocupa boa parte do centro do país. Só é bom de coletar quando já caiu da árvore. Sinal de que está maduro. Protegida por uma polpa docinha, rica em cálcio e de aroma suave que lembra coquinho e baunilha, sua castanha é, por outro lado, mais neutra. Mas é do tipo irresistível. O sabor remete ao do amendoim, porém mais delicado. Pode ser comida pura, com ou sem sal, mas também dá origem a uma farinha rica. Tem gente que faz pé de moleque. Tem gente que envolve peixe saboroso em uma capa de baru. Tem gente que faz sorvete, manteiga. Nada. A ver. É difícil, mas é versátil.

A safra das castanhas do baru costuma ocorrer do fim de agosto a setembro e talvez avance em outubro, antes da chuva. A coleta é manual, ao redor das árvores que depositam seus frutos na pastagem, sob o sol. Parte dos frutos é colhida para ser descascada, torrada e vendida. Outra é deixada ali para alimentar os animais e manter o ciclo da vida. Deles, e do baru. Mas é um fruto temperamental, esse, viu. Tem ano que não dá nada. Em outro, fartura.
Por indicação do movimento Slow Food Brasil, fomos conhecer, em Pirenópolis, estado de Goiás, uma das principais regiões produtoras de baru. São tempos de baixa na safra, talvez por causa do clima ainda mais seco do que o habitual, mas ninguém sabe direito o motivo. Quando é assim, coisa pouca, alguns produtores de Minas e Goiás tentam ajudar uns aos outros para não prejudicar muito o comércio. Mas uma das lições de quem trabalha com o baru é exatamente essa: saber respeitar seus caprichos. Então nada de depender só dele. É preciso ter uma cultura sustentável, variar.
É isso que nos ensina uma conversa com duas gerações de produtores sabidos e tranquilos, Gabriel Divino de Mesquita, o seu Bié, e a filha dele, Danielle, de 24 anos. Eles são dois representantes da Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu, que reúne famílias que trabalham com a coleta, o processamento e o comércio da castanha de baru desde 1996. E não é só com isso. Sob a marca Promessa de Futuro, as mulheres da associação pilotam uma minifábrica – que fica na propriedade de pouco menos de 18 alqueires do seu Bié, perto de Pirenópolis – onde, além de torrar e embalar o baru, fazem coisas como geleia, conservas e chutney à base de manga, hibisco e pepino. Lembra do que falamos antes? Não dá para viver só do baru, então tem de investir em agricultura sustentável e produção diversificada.
“No ano passado, não deu nada. Os frutos do cerrado, a gente não sabe o motivo, são todos assim. Um ano produz bem. Outro, não”, conta Danielle. “De repente, a gente consegue até dois anos de carga boa, mas acontece de passar outros dois sem nada. Este ano, não vai ser boa. Em 2007, aproveitamos 90% da colheita. Agora não vai dar nem 10%.”
Todo o trabalho para obter o baru é artesanal e delicadíssimo. A castanha não pode sofrer nenhum arranhão. E não é fácil. A coisa toda começa na colheita. “Quem trabalha na coleta normalmente é mulher, principalmente as mais jovens, porque tem de se abaixar, trabalhar sob o sol o dia todo em uma postura difícil”, explica Danielle. Desde as 4 ou 5 horas da madrugada, elas partem com farnéis de comida e passam o dia na pastagem conversando e fazendo a primeira triagem dos frutos. “Para saber se estão bons, duas coisas: tem de ter caído de maduro e, ao agitar o fruto, ouvir a castanha se mexendo lá dentro. Se não tiver barulho, nem vale pegar, pois o beneficiamento é tão trabalhoso que não compensa quebrar um fruto que não vai dar em nada”, ensina seu Bié.
Assim, in natura, as moças vão preenchendo as sacas que, inicialmente, eram de 60 quilos, mas como eram difíceis de carregar por meninas foram enxugadas para 20 quilos. Cada saca, depois de descascada e torrada, vai render em média 900 gramas de castanha pronta para consumo.
“Antigamente, antes de 1996 e de formatar o comércio por aqui, a gente comia baru sem torrar, e o sabor não é muito bom. Mas com o tempo descobrimos que torrando era melhor. Na época, não tinha merenda na escola e a meninada quebrava na pedra e comia a castanha pura. Mas era tão, tão difícil de quebrar... que se consumia muito pouco”, conta Danielle. Hoje, uma engenhoca de madeira com uma foice é usada para quebrar o fruto, movida a força e precisão. Não é todo mundo que consegue quebrar sem desperdiçar, pois a castanha é superdelicada e não pode sofrer nenhum arranhão. Depois de quebrada e selecionada, ela é torrada, embalada e comida. Ou, claro, vendida.
A saber:
1. In natura, ainda na casca, o baru pode ser armazenado por até quatro anos. Em castanha, fica bem mais frágil. Pode ser congelado e dura no máximo 30 dias sem torrar.
2. Não pode coletar tudo o que encontrar pela frente. Tem de deixar um pouco para os animais, para manter o ciclo produtivo do fruto.
3. Nem todo fruto tem baru. Conforme coletar, a pessoa tem de sacudir para sentir o movimento. Se tem barulinho bom, deve ter castanha.
4. Para a pessoa que trabalha com baru, é melhor dominar todo o processo: coletar, quebrar (a parte mais difícil, pois a casa é muito dura e a castanha delicadíssima) e torrar. Isso agrega valor o processamento, valoriza a mão de obra.
5. O preço médio da castanha é de 20 reais o quilo. Mas pode ser mais, dependendo do tamanho, do frete etc.
6. Depois de quebrar fruto por fruto, na foice, é feita outra seleção, antes de torrar. As castanhas são agrupadas por tamanho, para que sejam torradas uniformemente. Ainda podem ser encontradas castanhas que não prestam para embalar. Quebradinhas, normalmente vão ser aproveitadas na paçoca ou pé de moleque.
7. A torra é feita no fogão, em panela de fundo duplo, aos poucos. Tem de mexer sem parar, por dez a quinze minutos. Uma pessoa sozinha, por hora, torra uns quatro quilos. As castanhas são espalhadas em uma mesa de inox, para esfriar, e depois são embaladas.
8. Tudo é manual e artesanal.
Fonte: IG Comida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Matéria - The Chef, Segredos do Macarrão.

Prato mais conhecido da culinária italiana, o macarrão é se tornou comida tradicional em qualquer parte do mundo, mesmo não se tendo conhecimento concreto da sua verdadeira origem. Alguns estudiosos, por exemplo, alegam que a palavra vem de "makron" do grego antigo, que significava uma sopa grossa ou papa feita de cereais. Contudo, há aqueles que mantém a mais popular a origem do italiano "macchare", que significa "desmanchar", referindo a moagem dos cereais, ou no italiano moderno "maccherone". Seja qual for o seu berço de nascença, o importante é que ele está entre nós há mais de mil e quinhentos anos.

Seja da forma convencional de cada país, ou incorporando a universalidade da gastronomia contemporânea, por exemplo, o macarrão deixou de ser tabu, inclusive, na medicina nutricional que determinou há uma semana, a partir de pesquisa, que o homem pode e deve consumir, eventualmente, pelo menos 200gr de macarrão a cada refeição, pelo menos uma vez por dia, quebrando um longo tabu de que esse belo e delicioso prato engorda e faz mal a saúde. Contudo, recomenda-se cuidado e cautela tanto na quantidade  quanto no consumo de tipos e marcas.

E, por isso, cada vez mais, empresas da indústria alimentícias apostam em pesquisas e na melhoria da sua produção para oferecer massas de qualidade e saudáveis para o consumidor.



História - Muitos povos afirmam serem os inventores desta deliciosa massa, mas a verdade é que seu surgimento é um grande mistério.  Tão logo o homem se deu conta que podia moer certos tipos de cereais e que ao misturá-los com água podia obter uma massa que podia ser cozida ou assada, surgiu então o macarrão.

Um dos pratos mais populares de todo o mundo moderno já fazia sucesso na antiguidade. Prova disso é a existência de relatos em textos antigos, até de assírios e babilônios, sobre a existência de uma pasta cozida à base de cereais e água, cuja data remonta a 2.500 a.C. A primeira referência e mais próxima ao ocidente do macarrão cozido está no Talmud de Jerusalém, o livro que traz as leis judaicas, do século V antes de Cristo. O itriyah dos antigos hebreus era uma espécie de massa chata usada em cerimônias religiosas.

Na Roma antiga, século VII antes de Cristo, comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes. Com legumes e carne eram chamadas de puls púnica. Com queijo fresco e mel, puls Julia. Porém, na versão mais comum, o macarrão teria chegado ao ocidente pelas mãos de Marco Polo, mercador veneziano que visitou a China no século XIII. Entretanto, na Itália, já em 1279, 16 anos antes do retorno de Marco Polo, foi registrada uma cesta de massas no inventário de bens de um soldado genovês de nome Ponzio Bastione. A palavra macaronis, usada no inventário, seria derivada do verbo maccari,de um antigo dialeto da Sicília, significa achatar e que, por sua vez, vem do grego makar, que quer dizer sagrado. O termo macarrão foi usado na Idade Média para indicar vários tipos de massas. A versão mais aceita pelos historiadores faz referência aos árabes, que seriam os pais do macarrão, levando-o à Sicilia no Século IX, quando conquistaram a maior ilha italiana.

Os árabes chamavam o macarrão de itrjia. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto. Nesta época, a Sicilia tornou-se o centro mais importante do comércio e exportação de macarrão. Os navegadores genoveses transportavam o produto para importantes portos do Mediterrâneo, como Nápoles, Roma, Piombino, Viareggio.

Apesar das confusões, uma coisa é certa: a partir do Século XIII, os italianos foram os maiores difusores e consumidores do macarrão por todo o mundo. Tanto é, que inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos. Nesta época os italianos incorporaram ao macarrão um ingrediente nobre: a farinha de grano duro, que permite o cozimento correto.



Tipos de Macarrão -  A cultura do macarrão é uma coisa tão particular, que não basta chegar à seção do supermercado e colocar qualquer coisa no carrinho. É preciso saber diferenciar os tipos para acertar exatamente na receita:
O Macarrão de Sêmola é elaborado com farinha de trigo especial e, portanto, resulta num produto mais claro.
O Macarrão com Ovos é elaborado com a adição de três ovos por quilo de farinha.
O Macarrão Comum é elaborado na forma mais elementar, ou seja, farinha de trigo e água, resultando num produto de preço mais acessível.
O Macarrão Caseiro é elaborado de forma artesanal através da qual a massa é laminada, apresentando maior porosidade e absorção do molho.
O Macarrão Grano Duro é chamado assim porque é elaborado a partir de um trigo especial chamado trigo durum. O Macarrão do tipo Grano Duro fica naturalmente al dente, ou seja, soltinho, porém consistente e ideal para a boa mastigação.
O Macarrão Integral é elaborado com farinha de trigo integral e contém mais fibra em sua composição. Ideal para pessoas que necessitam de dietas especiais e acompanhamento de nutricionistas.
 
Principais Formatos - São inúmeros os tipos, formatos e aplicações do macarrão. É lógico que existem indicações específicas para cada tipo de prato, porém o gosto de cada um deve prevalecer sobre as normas técnicas, afinal de contas a culinária é um eterno exercício de se encontrar o melhor sabor, aliado à melhor apresentação.
 
Verdades e mitos - As massas foram por muito tempo acusadas de ser um alimento que engorda, sem nenhum outro valor nutricional. Na verdade, elas são ricas em carboidratos (açúcares), que tem importância vital nas funções do nosso corpo, especialmente para o cérebro e o sistema nervoso central, pois são fonte de energia imediata, além de fornecer as necessidades diárias de minerais como o ferro, manganês, fósforo etc.
Na pirâmide dos alimentos, as massas fazem parte do grupo dos energéticos junto com os pães, arroz, batatas etc. Se encontram na base da pirâmide e devem estar presentes em maiores quantidades na nossa alimentação. Um consumo de 100g a 200g diárias de massa por dia atende as necessidades nutricionais de um indivíduo adulto.

E quanto ao mito de que as "massas engordam". Você precisa conhecer as diferenças! Por exemplo, 100g de macarrão cozido tem em torno de 96 calorias, enquanto 100gde arroz cozido tem 110 calorias. O que vai interferir são os molhos e recheios que você utilizar nesta massa aumentando o seu valor calórico, como no caso do macarrão ao alho e óleo que tem 220 calorias em 100g de macarrão. Enfim, saboreie as delícias e variedades que é possível fazer com as massas.



Fonte: http://www.gastroonline.com.br

sábado, 9 de outubro de 2010

Matéria - The Chef, O Sabor de Ser Chef.

Bons salários e tratamento de celebridade
dão status à profissão de cozinheiro

Gabriela Carelli
Fotos Masao Goto Filho
BEL COELHO
Eleita chef revelação de 2004,
Bel lapidou seu talento em Nova York.
Seu prato: tartare de três peixes ao molho asiático
Quando tinha 21 anos, a gaúcha Roberta Sudbrack tomou uma decisão que deixou a família inteira de cabelo em pé. Ligou de Washington, onde cursava veterinária, para comunicar que abandonaria a faculdade – e a perspectiva de seguir uma carreira de respeitabilidade social garantida – para fazer aquilo de que realmente gostava: cozinhar. Passaram-se catorze anos e, hoje, Roberta brilha como uma das chefs de cozinha mais prestigiadas do Brasil. Banqueteira preferida dos endinheirados, pilotou a cozinha do Palácio da Alvorada durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Já escreveu dois livros de culinária e está prestes a inaugurar um espaço gastronômico no Rio de Janeiro. Para chegar aonde está, enfrentou caras feias e muito preconceito. Até poucos anos atrás, o cozinheiro, estivesse ele no início da carreira ou no topo, não gozava de tanto prestígio. Era atividade típica de quem não tinha condições de estudar. Em geral, só pessoas egressas dos extratos humildes da população optavam pelo ofício – mais por oportunidade do que por vocação. 
Selmy Yassuda
ROBERTA SUDBRACK
A gaúcha, ex-chef do Palácio da Alvorada, trocou a veterinária pelo fogão. Hoje é a banqueteira preferida dos famosos. Seu prato: tartare de abóbora

Hoje, quem segue os passos de Roberta encontra um cenário muito diferente. Cada vez mais jovens da classe média para cima trocam a carreira universitária convencional pelas panelas e pelos temperos. Ou melhor, pelo réchaud e pelo foie gras. A maioria dos bons restaurantes, principalmente os mais novos, tem à frente da cozinha garotos e garotas que se apaixonam pela culinária e contam com o apoio financeiro dos pais para vencer as etapas da profissão que os levam a se tornar chefs. A profissão de chef de cozinha tornou-se glamourosa. Seus titulares viraram celebridades, sempre presentes em festas e eventos badalados. Seus rostos ilustram as colunas sociais e as revistas de fofocas revelam sua vida privada. Entre salários, cachês de palestras e banquetes, ganham tanto quanto um executivo de primeiro time (veja o quadro), e muitas vezes também investem alto na qualificação. A mensalidade nas escolas de gastronomia européias e americanas pode chegar a 10.000 reais. Os menos abastados escolhem entre as duas dezenas de cursos que surgiram no Brasil nos últimos cinco anos.
O paulistano Pier Paolo Picchi, de 28 anos, que comanda o restaurante do estrelado Hotel Emiliano, em São Paulo, cursou a faculdade de administração de empresas por dois anos. Ao perceber que não era bem "aquilo" o que queria, disse ao pai, um publicitário, que tinha inclinação para a culinária. Opção feita, teve todo o apoio necessário para estudar na Itália por cinco anos. A temporada no exterior deu a Picchi a chance de trabalhar em restaurantes sofisticados de Milão, Roma e Florença, onde passou pelas mãos de chefs como Gianfranco Vissani e Balzi Rossi, que estão entre os mais badalados da Itália. Picchi chegou ao Brasil com um currículo e tanto.
Fotos Roberto Setton
RODRIGO MARTINS (à esq.) 
e JEFFERSON RUEDA
Sócios do Pomodori, em São Paulo, 
foram premiados em concursos na França. 
Acima, lula ao molho de alcaparras com 
amêndoas e verduras refogadas
Ronald Menezes, de 32 anos, dono do restaurante Yolanda, no Recife, tem uma história parecida. Chegou a cursar direito e administração, mas só se encontrou na vida quando foi estudar hotelaria na Bélgica, com o apoio da família. Concluiu o curso e teve a sorte de conseguir emprego no restaurante de um dos ícones da gastronomia mundial, o francês Paul Bocuse. Hoje, Menezes é considerado um dos melhores e mais criativos chefs brasileiros. A paulistana Bel Coelho, de 25 anos, do festejado Sabuji, eleita a chef revelação de 2004 pela revista Veja São Paulo, sofreu um pouco mais. Teve de provar para a família que sua paixão pela cozinha não era só fogo de palha. Determinada, aos 18 anos bateu à porta do estrelado chef Laurent Suaudeau, francês radicado no Brasil e dono do restaurante predileto de seu pai, para pedir um estágio. Depois, conseguiu um lugar ao sol no Fasano, um dos mais requintados de São Paulo, de onde partiu para um curso de dois anos no Culinary Institute of America, em Nova York, que custou à família 40.000 dólares.
Fotos Roberto Setton
A valorização da profissão de cozinheiro no Brasil coincidiu com a multiplicação dos restaurantes de culinária altamente sofisticada. Até o fim da década de 80, podiam-se contar nos dedos os restaurantes desse tipo no país. Naquela época, uma leva de chefs internacionais de renome, como Laurent Suaudeau, Claude Troisgros e Emmanuel Bassoleil, desembarcou no Brasil para trabalhar em hotéis cuja cozinha era orientada, a distância, por chefs franceses. "Eles não só ajudaram a implementar no país uma cozinha de qualidade como transformaram a figura do chef. O cozinheiro virou uma espécie de celebridade, uma pessoa descolada, que se veste bem e aparece em revistas e jornais", diz o crítico gastronômico Josimar Melo. "Houve uma glamourização da profissão", explica. Sergio Arno, de 43 anos, um dos primeiros chefs de cozinha dessa nova safra, não se esquece do que ouviu quando abriu o primeiro de seus nove restaurantes, em 1987. "Diziam-me que, além de ser uma profissão nojenta, era coisa de filho mimado, que não queria trabalhar de verdade. Hoje, tratam-nos como celebridades."
PIER PAOLO PICCHI
Chef do Hotel Emiliano, largou o curso
de administração para estudar
gastronomia na Itália.
Ao lado: panzanela com presunto e caviar
Apesar de todo o glamour, a vida dos cozinheiros sofisticados está longe de ser um mar de rosas. Primeiro, para chegar a chef é preciso passar por todas as atividades incluídas na rotina da cozinha, começando por picar muita cebola e legumes. Roberta Sudbrack conta que passava dez horas por dia cortando todo tipo de alimento. Saber cortar alimentos é, por sinal, conhecimento essencial na profissão. Demora-se bastante tempo para subir os degraus na carreira. "Gastronomia está na moda, mas não é profissão para qualquer um. É preciso dedicar-se totalmente, comprometer a vida pessoal e trabalhar nos fins de semana e feriados", diz Jefferson Rueda, de 27 anos, sócio de Rodrigo Martins no prestigiado Pomodori, em São Paulo. Não é à toa que muitos estagiários desistem logo nas primeiras semanas. "Muitos filhinhos de papai, que chegam de chapéu alto e jaqueta bordada, não resistem", conta Pier Paolo Picchi.

Fotos Leo Caldas/Titular
RONALD MENEZES
Dono do Yolanda, no Recife,
tentou duas faculdades até decidir
 estudar culinária na Bélgica.
Seu prato: cartola de banana-comprida
Do chef ao commis, todos têm longas jornadas de trabalho, às vezes de catorze horas por dia, a maioria do tempo em pé, em ambientes quentes. "Quando conseguimos nos tornar chef, vemos que a coisa só se complica, e trabalhamos mais ainda", diz Salvatore Loi, que pilota os nove restaurantes do grupo Fasano. Além de inventar pratos e montar o cardápio, o chef tem de coordenar toda a equipe, escolher mercadorias de qualidade e controlar gastos. "Passo o dia inteiro lidando com problemas burocráticos. À noite, vou para a cozinha do Fasano e só saio de lá de madrugada", conta Loi. O pioneiro Laurent observa que, além de tudo isso, um bom chef precisa ser uma pessoa antenada, que saiba conversar sobre todos os assuntos com seus clientes. "Leio três jornais por dia e várias revistas por semana. Quero recepcionar bem tanto meu cliente que trabalha no mercado financeiro quanto aquele que é artista plástico", diz. O esforço tem suas recompensas. O salário de um bom chef pode chegar a 12.000 reais. Se ele estiver disposto a dar aulas, palestras e participar de eventos, pode multiplicar o faturamento várias vezes. "Mas que ninguém se iluda", comenta Bel Coelho. "Para chegar a preparar o primeiro prato, são necessários anos de batalha e suor."

Fonte: Revista Veja

sábado, 2 de outubro de 2010

Receita - The Chef, Mini Sonho.

Ingredientes:

Massa
30g de fermento biológico fresco
4 colheres (sopa) de açúcar
3 gemas
½ xícara (chá) de manteiga
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (chá) de sal
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
Óleo para fritar

Recheio
½ litro de leite
3 colheres (sopa) de amido de milho
½ xícara (chá) de açúcar
3 gotas de essência de baunilha
2 gemas
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
 

Modo de Preparo:

Massa
Dissolva o fermento no açúcar, junte as gemas, a manteiga, o leite morno e o sal. Misture a farinha de trigo, sovando até desgrudar das mãos. Faça bolinhas e deixe descansar até dobrar de volume. Frite em óleo morno.


Recheio
Para o recheio misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo, mexendo até formar um creme. Deixe esfriar, recheie e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Fonte: Receitas IG